Quadro branco com curva ABC colorida destacando categorias do estoque da farmácia

Desde que comecei a trabalhar com gestão de farmácias, sempre percebi que existia um desafio visível no controle de estoque. Produtos que somem das prateleiras enquanto outros permanecem intocáveis por meses. Foi quando conheci, testei e de fato pude comprovar na prática a aplicação da curva ABC como um método que mudou minha forma de enxergar todo o ciclo de compras e armazenamento.

O conceito está longe de ser o meu único parâmetro de compra. Na verdade, é uma ferramenta visual e direta que qualquer dono ou gestor de farmácia pode tirar muito valor. Em poucos passos, é possível identificar exatamente onde estão concentrados os produtos de maior rotatividade, e, também, onde estão as maiores armadilhas de capital parado. Sem enrolação, vou trazer tudo pelo olhar de quem viveu o processo, especialmente com o suporte do sistema da Simped, que integra análise e recomendação, deixando cada decisão transparente e embasada.

O que é curva ABC e por que ela faz diferença no estoque da farmácia

De modo bem simples, a curva ABC é uma classificação dos produtos do estoque baseada em critérios como valor de venda ou quantidade de saídas. Por experiência própria, percebi que a maior parte do faturamento de uma farmácia vem de poucos itens, enquanto o restante se dilui entre muitos produtos. Isso deixa claro como a curva ABC pode ajudar: ao separar os itens em três grupos, fica evidente onde concentrar esforços de reposição, negociação ou até mesmo redução de compras para otimizar o fluxo de caixa.

  • Grupo A: os produtos que mais geram receita e giro, geralmente 10% a 20% do total, responsáveis por até 70% do faturamento.
  • Grupo B: de médio impacto, correspondendo a 20% a 30% dos itens, que garantem cerca de 20% da receita.
  • Grupo C: a maioria dos produtos, representando 50% a 70% dos itens, mas com apenas 10% das vendas.
Poucos produtos fazem muita diferença no resultado da farmácia.

No dia a dia, essa segmentação facilita toda a estratégia de compras e até mesmo contribui para definir negociações com fornecedores, entendimento sobre promoções e quanto se deve ou não investir em estoque.

Como fazer a análise ABC no estoque da farmácia

Aqui está um passo a passo prático de como costumo executar:

  1. Reúna os dados de vendas e estoque de pelo menos 3 meses. É fundamental que as informações sejam confiáveis.
  2. Liste todos os itens do estoque em uma planilha, com suas respectivas quantidades vendidas.
  3. Calcule quanto cada produto representa no total de quantidades vendidas do período analisado. Costumo fazer isso calculando o percentual de cada item sobre o total da receita desse grupo de produtos.
  4. Organize do item mais vendido para o menos vendido. Assim, de cara fica claro qual produto é estrela e qual está parado.
  5. Classifique os produtos em A, B ou C, conforme o impacto percentual deixando 50% na curva A, 30% na curva B e 20% na curva C.

Pronto. A tabela gerada já mostra visualmente onde está concentrada a riqueza do seu estoque e onde está o que gira pouco ou nada.

Se você não quiser fazer isso usando uma planilha o Simped extrai esses dados com facilidade do seu sistema, já separados por categoria, margem e quantidade vendida e entregando sua curva ABC sem necessidade de configurar nada.

Como usar a curva ABC de forma real no dia a dia

O segredo está na ação! Não adianta só mapear os produtos e não mudar nada na prática. Por isso, sempre faço questão de reavaliar algumas rotinas ao usar a curva ABC:

  • Para produtos A, reviso estoques com frequência diária, busco sempre negociar o melhor preço e redefinir limites mínimos. Não posso correr o risco de ruptura.
  • Com os produtos B, mantenho volume de compra e avalio possíveis oportunidades caso aumente o intervalo de compra para ter mais volume.
  • Produtos C são minhas maiores preocupações quando o assunto é excesso e risco de vencimento. Analiso constantemente os excessos, se posso descontinuar alguma molécula em exagero, remanejar para outras filiais, ofertar descontos conforme a estratégia e possibilidade.

O sistema Simped entra nessa rotina porque permite monitorar a classificação diária dos itens, além de emitir alertas para mudanças rápidas de giro, evitando surpresas desagradáveis.

Dicas para evitar armadilhas comuns na curva ABC

Com o tempo, alguns erros simples ficam evidentes para quem pratica a análise ABC. Anotei alguns aprendizados que fizeram diferença para mim:

  • Não basear apenas no valor de faturamento. Em muitos casos, itens de baixo valor unitário, quando muito vendidos, são indispensáveis no fluxo da farmácia.
  • É importante incluir frequência de venda e até margem de lucro na conta. Não coloque tudo no mesmo saco!
  • Atualize a análise sempre: mudanças de estação, promoções e contextos locais alteram rapidamente o perfil de vendas.
  • Evite tomar decisões precipitadas com base em vendas sazonais. O medicamento da moda hoje pode ser o encalhe de amanhã.
Produto parado é sinônimo de dinheiro parado.

Para quem quer aprofundar a análise, recomendo o artigo sobre melhores práticas de gestão de compras e estoque, que trata também de indicadores como giro, cobertura e ruptura.

Integração com dados e sistemas: o segredo para a análise rápida

No começo, fazia tudo manualmente em planilhas, o que levava tempo e tinha chance de erro. Com o avanço dos sistemas inteligentes como o Simped, ficou mais rápido e seguro gerar relatórios, monitorar tendências e até escolher a quantidade ideal para compra, levando em conta o ciclo operacional da farmácia, sem ultrapassar limites financeiros.

De forma automatizada, o próprio sistema já cruza dados de vendas, estoque, fornecedor e previsão de demanda. Isso ajuda a agir com antecedência, comprando só o que é necessário, evitando o famoso “lotar o estoque” só por impulso.

Dashboard do sistema Simped mostrando total de pedido, economia, cotações, eventos pendentes e gráficos de distribuidores, representantes e pedidos eletrônicosEssa integração também facilita o acompanhamento de indicadores e comparativo de desempenho ao longo dos meses. Eu, por exemplo, já consegui reduzir drasticamente as perdas com o estoque graças ao cruzamento contínuo das informações.

Se quiser entender a fundo como compras e estoque podem conversar melhor no digital, tenho um conteúdo complementar sobre como integrar compras e estoque e obter resultados concretos.

Erros mais comuns e como evitar

Na minha vivência, alguns erros sempre se repetem, o que é natural, afinal, a rotina da farmácia é corrida. Mas compartilhar aqui já ajuda a economizar tempo e recurso:

  • Ignorar os itens B, focando só nos líderes de vendas (A) e esquecendo que os do meio podem virar líderes ou cair para o limbo.
  • Negligenciar a atualização dos dados: um levantamento antigo pode induzir a compras desnecessárias.
  • Não envolver a equipe nas decisões sobre itens em curva C, dificultando o engajamento no uso e atualização do estoque.
Dados atualizados fazem toda diferença.

Tenho visto que um ambiente que estimula solução integrada como a Simped potencializa o aprendizado, agiliza decisões e diminui muito o erro de planejamento, porque os dados são centralizados e confiáveis.

Resumindo o caminho: o que aprendi na prática

Com a curva ABC bem ajustada, cada compra faz mais sentido, o estoque rende melhor, e sobra até tempo para focar no que importa. Já testei métodos manuais, já vi erros de excesso e já mudei o rumo depois de análises certas. Por isso, acredito que, com ferramentas certas e dados confiáveis, é possível transformar a gestão e colher resultados concretos na farmácia.

Não deixe para amanhã: essa mudança pode começar hoje mesmo. Se quer ver como a Simped pode automatizar esse processo, reduzir custos, evitar desperdícios e transformar a compra na sua farmácia, entre em contato, agende uma demonstração e veja na prática o impacto de analisar a curva ABC do jeito certo!

Perguntas frequentes sobre curva ABC no estoque de farmácia

O que é curva ABC no estoque?

A curva ABC no estoque é um método de classificação dos produtos em três categorias (A, B e C) com base no valor ou quantidade vendidos, ajudando a identificar os itens mais relevantes para o faturamento e gestão do estoque.

Como aplicar a curva ABC na farmácia?

Na prática, você deve reunir os dados de vendas, calcular o valor de cada item em relação ao total, separar em ordem decrescente e classificar conforme a representatividade no faturamento. Ferramentas como o Simped facilitam esse processo, trazendo automação e relatórios precisos.

Quais benefícios da curva ABC no estoque?

A curva ABC permite identificar os produtos que mais impactam o caixa, evita excesso de compras desnecessárias e perdas, melhora acordos com fornecedores e deixa o processo de reposição mais ágil e baseado em números reais.

Como classificar produtos na curva ABC?

Basta ordenar todos os produtos segundo o valor total de vendas e segmentar: A para os que concentram cerca de 70% da receita, B para o grupo intermediário (20%) e C para os itens que, juntos, não passam de 10% do valor.

É difícil analisar curva ABC na prática?

Não! Com dados organizados e ferramentas certas, como a Simped, a análise se torna um processo simples, rápido e que pode ser repetido sempre que necessário, com segurança.

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Hudson Teylon

Sobre o Autor

Hudson Teylon

Empresário, farmacêutico, terceira geração da sua família de proprietários de farmácia, experiência como gestor de compras de farmácias e redes desde 2013.

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