Em 20 anos acompanhando farmácias, notei que um dos maiores desafios é lidar com o estoque parado. Aqueles produtos que insistem em não sair nunca, ocupando espaço e comprometendo o capital da empresa. Em 2026, identificar itens de baixo giro passou a ser ainda mais relevante, pois o cenário do varejo farmacêutico tornou-se mais dinâmico e competitivo. Compartilho aqui o que aprendi sobre como detectar rapidamente esses itens – e o que fiz para mudar os rumos das farmácias que atendi.
Como entender o conceito de baixo giro?
Antes de detalhar a identificação prática, quero deixar uma coisa clara:
Item de baixo giro é aquele que permanece no estoque por tempo maior do que o ciclo de reposição ideal.
Foi observando diferentes perfis de farmácias que percebi que esse ciclo é diferente para cada empresa. Nas minhas conversas com gestores, vi que alguns consideram baixo giro quando um produto fica mais de 30 dias no estoque. Outros, só ficam preocupados acima de 90 dias. O importante é comparar o tempo médio de venda com a realidade financeira e operacional da farmácia. Em geral, quanto menor o ciclo de venda, melhor para o caixa.
O passo a passo que adoto para detectar baixo giro
Ao longo dos anos, estruturei um roteiro simples que costumo aplicar ao avaliar estoques. Ele pode ser adaptado a qualquer farmácia que conheço.
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Estabeleça o período de análise.
Minha sugestão é começar pelos últimos 3 meses. Isso evita distorções causadas por picos sazonais, como campanhas de vacinação ou datas comemorativas. Se possível, observe também os dados do mesmo período do ano anterior para ajustar a comparação.
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Liste todo o estoque com saldo positivo.
Não basta olhar apenas os produtos de alto valor. Muitas vezes, são as pequenas embalagens que se acumulam sem percebermos.
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Calcule o giro de cada item.
Esse indicador básico é obtido dividindo a quantidade vendida pelo estoque médio do produto no período. Aqui vai um exemplo:
Giro = Quantidade vendida ÷ Estoque médio
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Faça um ranking dos produtos com menor giro.
Costumo ordenar por ordem crescente, do menor para o maior giro, e destacar aqueles que não giraram nenhuma vez ou tiveram giro inferior a 1 no período analisado.
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Classifique por faixa de valor.
Itens de baixo giro com alto valor financeiro merecem atenção redobrada, pois travam ainda mais o capital. Na Simped, utilizo essa prioridade para propor ações bem direcionadas.
Esse processo, que pode parecer trabalhoso à primeira vista, é muito mais prático quando você conta com soluções como a da Simped, que já calcula e sinaliza automaticamente os itens de baixo giro. Por experiência, sei que isso economiza horas do seu dia.

Quais sinais mostram que um produto está encalhado?
Aprendi a ficar alerta para certos indícios. Às vezes, o sistema até indica giro baixo, mas alguns detalhes práticos ajudam a confirmar que aquele item precisa de uma decisão:
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Validade próxima ou superada
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Produto com embalagem desatualizada ou danificada
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Mudança no mercado: nova versão, concorrente forte, alteração na recomendação de uso
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Produto não consta mais em vendas recentes, mas permanece no estoque
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Nenhum vendedor recomenda espontaneamente nas últimas semanas
Gosto de reforçar: não espere o produto vencer para considerar que ele não gira. O ideal é agir antes disso e manter o estoque enxuto.
Ferramentas e práticas para 2026
Com os avanços nos sistemas de inteligência artificial, percebo que a identificação de itens de baixo giro ficou mais simples. No Simped, por exemplo, já é possível receber alertas customizados e relatórios automáticos que cruzam informações sobre venda, estoque e perfil de fornecedores.
Mesmo assim, sugiro sempre acompanhar tendências sobre gestão de estoque, pois práticas antigas ganham novas interpretações diante da tecnologia. Além disso, há pontos que continuam valendo:
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Fazer inventários periódicos, principalmente nos produtos de maior valor
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Conversar com a equipe de vendas sobre motivos para não indicar certos itens
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Monitorar notas de devolução de clientes e sugestões de fornecedores
Como decidir o que fazer com os itens de baixo giro
Detectar é apenas o começo. Depois disso, você tem algumas opções, que avalio de acordo com a situação do cliente:
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Negociar devolução ou troca com o fornecedor
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Oferecer descontos progressivos ao consumidor final
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Montar kits promocionais misturando produtos parados e de alta procura
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Aumentar o incentivo de vendas para a equipe, estimulando a indicação desses itens
Em todos os casos, costumo acompanhar esses lotes mais de perto no Simped até garantir a saída, reduzindo a chance de prejuízo.
Os principais erros ao lidar com baixo giro
Já vi farmácias perderem dinheiro por decisões impulsivas. Abaixo, compartilho os equívocos que costumo encontrar:
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Comprar em excesso “porque o desconto era bom”, sem analisar o histórico de vendas
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Ignorar relatórios de giro, focando só nos produtos que “parecem” girar pouco
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Esperar até que produtos estejam vencendo para tomar uma ação
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Deixar de considerar o impacto financeiro do estoque parado
Se posso dar uma dica prática: inclua a análise de baixo giro no seu cronograma mensal. Algumas farmácias que acompanhei cresceram de forma sustentada apenas adotando esse hábito simples.

Como a Simped pode ajudar sua farmácia em 2026
Tenho visto cada vez mais gestores de farmácias optarem por automação nesse controle. Na Simped, criamos um sistema que identifica em segundos os itens de baixo giro, sugere ações e, mais do que isso, ajusta as próximas compras para que o problema não volte a acontecer.
Além das recomendações automatizadas, gosto da possibilidade de contar com o apoio de especialistas humanos para interpretar situações específicas, conversar com fornecedores e negociar condições melhores. Em outros textos do blog, como no artigo sobre negociação de melhores preços com fornecedores, mostro como decisões informadas podem impactar diretamente o caixa da farmácia.
Se quiser, aprofunde também em temas como evitar excesso de estoque em pequenas farmácias e estratégias para organizar o processo de compras de maneira mais inteligente.
Caminhos para evoluir a análise de giro
Adotar uma análise constante permite não só evitar prejuízos, mas também redirecionar o capital para produtos de maior demanda. Sempre estimulo os parceiros a buscar uma visão global. Quem investe nessa tarefa melhora a rentabilidade e o posicionamento no mercado.
Manter bons controles e contar com ferramentas inteligentes ajuda a evitar desperdícios e decisões precipitadas. Para quem deseja ir além, vale olhar também as práticas em tecnologia para farmácias e manter-se sempre atualizado.
Conclusão
No mundo das farmácias em 2026, identificar itens de baixo giro é o melhor seguro contra capital parado e desperdício. Com passos simples, atenção aos sinais e o apoio de novas tecnologias como o Simped, a gestão do estoque ganha precisão e traz melhores resultados.
Quer ver tudo isso funcionando na prática? Faça contato e agende uma apresentação da Simped. Garanto que você vai enxergar seu estoque com outros olhos!
Perguntas frequentes sobre itens de baixo giro
O que são itens de baixo giro?
Itens de baixo giro são produtos que permanecem por muito tempo no estoque sem serem vendidos no ritmo desejado. Costumam comprometer o espaço, o capital e aumentam o risco de perda por vencimento ou obsolescência nas farmácias.
Como identificar itens de baixo giro?
A identificação passa por calcular o giro de cada item, analisando a quantidade vendida em relação ao estoque médio no período. Também considero sinais como datas de validade próximas e ausência de vendas recentes. Soluções como o Simped entregam relatórios automáticos que agilizam esse diagnóstico.
Vale a pena manter itens de baixo giro?
Em geral, não é recomendável manter itens de baixo giro por muito tempo, pois ocupam capital que poderia ser usado para produtos de maior procura. Existem exceções, como itens obrigatórios por legislação ou por demanda sazonal.
Como reduzir estoque de baixo giro?
Eu costumo indicar práticas como negociar devoluções com fornecedores, promover descontos progressivos, montar kits promocionais e direcionar esforços de vendas. O acompanhamento frequente é fundamental para reduzir esse estoque.
Quais os riscos de itens de baixo giro?
Itens de baixo giro podem provocar prejuízos financeiros, perdas por vencimento, ocupação desnecessária de espaço e dificuldade para reinvestir em novidades. Por isso, monitorar e agir rapidamente evita perdas e impulsiona a saúde financeira da farmácia.
