Ao olhar para os últimos 12 meses do mercado farmacêutico, não tenho dúvidas de que estamos diante de uma transformação sem volta. Vi, pela Close-Up International, que o varejo das farmácias no Brasil faturou impressionantes R$ 176,6 bilhões até março deste ano. Mas o que realmente me chamou atenção foi o canal digital: cresceu 38,6% no período e já representa R$ 17,1 bilhões desse total, ou 9,7% da receita do setor, conforme o estudo publicado na Abradilan.
O salto do digital e os motivos por trás disso
Segundo Anderson Ozawa, CEO da AOzawa Consultoria, o segredo está em uma busca cada vez maior por praticidade. Em minhas conversas com gestores de farmácia, notei que o perfil do consumidor mudou: o tempo ganhou valor, as filas perderam o sentido e a praticidade do clique passou a ser prioridade. O cenário das compras digitais tem impacto direto na dinâmica do estoque e na rotina operacional das farmácias. É aí que soluções como a Simped se destacam, pois automatizam toda a experiência de compra, integrando tecnologia e inteligência preditiva ao dia a dia do farmacista.
O digital não é mais futuro. É o presente crescendo.
Os diferentes rostos do varejo farmacêutico: quem ganha destaque?
Em detalhes, o relatório mostra que:
- Grandes redes faturaram R$ 87 bilhões, com crescimento de 11%.
- Associações (associativistas) somaram R$ 36,7 bilhões, alta de 12,1%.
- Independentes alcançaram R$ 28,4 bilhões, subindo 7,8%.
- Pequenas redes receberam R$ 3,8 bilhões (3,9% de aumento).
- Médias redes fecham o grupo com R$ 3,3 bilhões e avanço de 7,4%.
É fácil perceber que o movimento migratório para o digital se espalha pelo setor, mas as grandes redes, com seu alcance robusto e capacidade de investimento, seguem liderando a arrecadação. Não posso deixar de citar que, associativistas e grandes redes abriram mais de 1.600 lojas no período, cenário destacado em estudos recentes, demonstrando crescimento mesmo num ambiente tão competitivo.
Por trás desses números, percebo que a tecnologia e a inteligência de compra não são só opção, passaram a ser quase obrigatórias. É nesse contexto desafiador que soluções como as apresentadas pela Simped vêm sendo cada vez mais procuradas, principalmente por quem busca controle preciso e otimização na gestão de estoque.
Por que os lançamentos e reajustes pesam tanto no avanço do setor?
Pelos meus levantamentos, o crescimento não veio só pelo volume. Os lançamentos impulsionaram o setor em 5,9%, seguidos pelos reajustes de preço (5%). Já o volume respondeu por 1,6% desse avanço. Novos produtos, aliados a ajustes de preços, foram fundamentais nesse salto recente do mercado. Esses fatores refletem rapidamente no comportamento das farmácias, que precisam garantir, ao mesmo tempo, variedade e equilíbrio nos estoques, fugindo do excesso ou da ruptura.
A lógica dos preços: o digital cobra mais, mas vende ainda mais?
Pode soar estranho, mas é verdade: o preço médio no digital surpreende. Mesmo cobrando até R$ 50 a mais no ticket médio e enfrentando inflação de 10,8% nesse canal, o setor segue atraindo mais gente.
Vi no comentário de Ozawa que o perfil do consumidor online é diferente. Eles buscam valor agregado, investem em dermocosméticos, vitaminas e suplementos, enquanto nas farmácias independentes predomina a compra de medicamentos mais acessíveis, como MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição) e genéricos, com um ticket médio de apenas R$ 15,20.
Consumidor digital quer diferencial, não só preço baixo.
O segredo das plataformas digitais: markups menores, cestas maiores
Em minhas análises, percebi que as plataformas digitais operam com o menor markup do mercado. Por quê? Porque conseguem elevar o valor da cesta sugerindo produtos acessórios, agregando itens de higiene, beleza ou saúde em uma mesma compra. Isso permite manter margens pequenas por unidade, mas aumentar o valor final da venda. É uma estratégia clara de diferenciação, baseada em experiência personalizada e uso intensivo de dados, área onde a Simped, aliás, se diferencia, gerando recomendações inteligentes para farmácias não desperdiçarem capital com estoques desnecessários.
Essa mentalidade de cesta completa é um dos motores do sucesso do digital, e foi detalhada também no estudo da Close-Up International.
Quando a concorrência no online fica mais cara
Outro ponto que me chamou atenção, destacado pelo especialista Gabriel Ribeiro, é a elevação do CAC (custo de aquisição de cliente) no online. Isso acontece porque as plataformas de anúncio aumentaram a tributação, somado às taxas que chegam a 15% nos principais marketplaces. O resultado é que apenas as empresas digitais nativas conseguem operar com vantagem competitiva, pois usam melhor os dados dos consumidores e entendem seus hábitos mais rápido.
Vi, inclusive, que a digitalização do setor e o uso da inteligência artificial mudaram completamente as regras do jogo, trazendo desafios e oportunidades inéditas tanto para indústrias, quanto para distribuidores e varejistas. Nesse sentido, meu trabalho com inteligência de compras, nas ferramentas oferecidas pela Simped, mostra o quanto a análise dos dados é fundamental para tomar decisões certas, seja em grandes ou pequenas farmácias.
Conclusão
Eu acredito que o digital vem transformando o mercado farmacêutico não apenas em números, mas também em mentalidade e rotina operacional. Quem investe em processos automáticos, tecnologia preditiva e informação de qualidade ganha fôlego e competitividade para navegar por essas novas águas que, sem dúvida, continuarão agitadas.
Se você, como eu, sente que está na hora de dar um passo além e colocar sua gestão de compras no modo automático, te convido a conhecer as histórias reais de transformação e agendar uma apresentação da Simped. Descubra como a inteligência, aliada ao olhar humano, pode revolucionar o seu negócio.
Perguntas frequentes
O que é o mercado farmacêutico digital?
O mercado farmacêutico digital engloba toda a movimentação de vendas, compra e atendimento relacionados a medicamentos e produtos de saúde realizados por plataformas online. Ele inclui farmácias virtuais, aplicativos e sistemas que conectam consumidores a ofertas, de forma rápida, prática e geralmente integrada ao estoque físico.
Como comprar medicamentos online com segurança?
Recomendo sempre optar por farmácias regulares, autorizadas pela Anvisa, e preferir plataformas que garantam sigilo, informação clara e suporte ao consumidor. Priorize sistemas que detalhem políticas de troca, mostrem avaliação de fornecedores e estejam integrados com inteligência de estoque, como a Simped propõe.
Quais são as maiores farmácias digitais?
O setor é formado por várias grandes redes e plataformas especializadas, mas o avanço das associativistas e das farmácias digitais nativas tem sido o destaque. O desempenho dessas empresas pode ser consultado em relatórios setoriais e estudos apresentados por fontes oficiais, como Close-Up International, sem citar nomes específicos por questões de política editorial.
Vale a pena comprar remédio pela internet?
Sim, especialmente quando se busca comodidade, variedade de produtos de maior valor agregado e a possibilidade de comparar diferentes ofertas. O canal digital permite escolher, pagar e receber em casa, economizando tempo e, em muitos casos, dinheiro, desde que se cuide da procedência e segurança do canal escolhido.
Como encontrar os melhores preços em farmácias online?
O segredo está em comparar, analisar promoções e, se possível, usar sistemas que recomendem fornecedores com base no histórico do seu perfil, tal como faz a Simped no ambiente B2B. Plataformas de inteligência e consulta de preços são as melhores ferramentas para quem quer economizar sem abrir mão da qualidade.
